SINTRATURB-RIO entra com ação na justiça para impedir retaliação a motoristas e cobradores.

RIO — Com a possibilidade de demissão e desconto nos salários de motoristas e cobradores de ônibus que aderiram à paralisação nacional convocada na última sexta-feira, dia 28, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb Rio) entrou e obteve uma liminar na noite de sábado, na 76ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, para impedir que sejam aplicadas punições aos rodoviários que aderiram à greve. De acordo com Sebastião José, presidente do sindicato, a juíza Neila Costa de Mendonça, que deferiu a ação em favor do Sintraturb Rio, estipulou ainda, caso as empresas continuem impedindo a entrada dos empregados em seus dias de escala, uma multa diária de R$ 1 mil por cada profissional impedido de exercer sua função.

Segundo José, a Ação Civil foi motivada devido à grande quantidade de profissionais de diversas empresas que informaram terem sido impedidos de retornar as suas atividades pela direção das empresas, como retaliação ao movimento de paralisação nacional, bem como aqueles que não conseguiram chegar no horário previsto as empresas.

— Isso comprova o que havíamos dito anteriormente, que muitos profissionais foram coagidos e ameaçados de perderem o emprego caso participassem do movimento; isso sem contar aqueles que foram obrigados a dormir nas empresas, uma verdadeira falta de bom censo dos empresários que durante anos vem tratando a categoria em um regime de escravidão. Isso precisa acabar! — disse, indignado, o presidente do sindicato, que garantiu que, agora, a prioridade é a de abrir as negociações com as empresas para o reajuste salarial desse ano da categoria.

Para ele, o fato de a prefeitura não conceder reajuste de tarifa não pode ser motivo para que os empresários se neguem a abrir as negociações, e que o fato de não haver entendimento entre as empresas e a prefeitura sobre o reajuste não é problema da categoria:

— Vamos pedir um aumento de 10% no salário, além de acréscimo no valor da cesta básica e um plano de saúde. Para isso, estamos organizando para a próxima semana, uma concentração em frente à sede da prefeitura para entregar ao prefeito o pedido de um aditivo para que ele proíba a terceirização no setor de transporte coletivo da cidade através de um decreto publicado por ele. O mesmo aditivo será enviado para os representantes das empresas de ônibus.

Fonte: O Extra

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